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Enviar para amigo21.07.2010 às 06h07
O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, buscou atenuar as tensões resultantes do acidente petrolífero no golfo do México, mas defendeu a empresa britânica BP de críticas pelo acidente durante visita ao presidente americano Barack Obama.
Cameron ainda descartou uma investigação sobre o papel da companhia petrolífera na libertação do terrorista líbio Abdelbaset Al Megrahi, condenado pelo atentado que matou 270 pessoas de um avião americano sobre a localidade escocesa de Lockerbie, em 1989. Recentemente senadores dos Estados Unidos acusaram a BP de facilitar a extradição do terrorista para fechar um contrato de exploração de petróleo na Líbia.
Para acalmar os ânimos, o primeiro-ministro britânico disse no Salão Oval "entender completamente a raiva que existe em toda a América" contra a empresa britânica BP, responsável pela plataforma no golfo do México que explodiu, provocando o vazamento.
Mas, tocando no delicado tema sobre Al Megrahi, Cameron afirmou que a empresa não teve qualquer envolvimento na libertação do agente líbio, que cumpria pena na Escócia pela explosão de um avião norte-americano.
A libertação do terrorista "foi uma decisão do governo autônomo escocês, não da companhia petrolífera", destacou o primeiro-ministro. Ele também prometeu que Londres participará de forma construtiva em eventuais audiências parlamentares sobre o assunto nos EUA.
- Não confundamos o vazamento de petróleo com o líbio da bomba.
Obama se disse confiante de que o governo britânico vai cooperar para esclarecer todos os fatos a respeito da libertação de Al Megrahi, ocorrida no ano passado, quando Cameron ainda estava na oposição.
Cameron promete apoio à BP
Esta é a primeira visita de Cameron a Washington como primeiro-ministro em meio à crise provocada pelo vazamento de petróleo em um poço da BP. De olho na opinião de aposentados britânicos e de outros investidores no seu país, Cameron prometeu apoio à debilitada companhia.
A jornalistas, ele disse que tanto o Reino Unido quanto os EUA têm interesse em que a BP permaneça "forte e sã", capaz de pagar as indenizações pelo vazamento.
Obama e Cameron demonstraram unidade também a respeito da guerra do Afeganistão, das sanções ao Irã por seu programa nuclear e dos esforços pela recuperação econômica global.
Assessores disseram que o objetivo da reunião era aprofundar o contato pessoal iniciado na cúpula do G20 (grupo dos 20 países mais desenvolvidos do mundo) em junho no Canadá.
Mas a BP e seu envolvimento no pior vazamento de petróleo dos Estados Unidos, iniciado há exatos três meses, dominou o evento. Nas últimas semanas, divergências entre os dois governos a respeito da BP e da economia global geraram dúvidas sobre a solidez da aliança anglo-americana.
Obama, no entanto, ressaltou a importância dessa relação.
- Jamais podemos dizer suficientemente (o quanto) os Estados Unidos e o Reino Unido desfrutam de uma relação realmente especial.
Fonte: R7