Ana Helena Pinheiro lima é filha de nosso saudoso EX PRESIDENTE do Botafogo da Paraíba, formada em Comunicação Social(Publicidade e Propaganda e Jornalismo), Administração de Empresas com mestrado em Marketing,sempre muito polêmica e decidida, gosta muito de serviços comunitários.
Carlos MagnoCarlos Magno, 37 anos, é Jornalista, pós-graduado em Marketing pela Universidade Estadual da Paraíba. Tem 18 anos de experiência no Jornalismo. Atuou na Rádio Sociedade AM (hoje Cariri AM), Rádio Borborema AM (hoje Clube AM), TV Borborema (emissoras dos Diários Associados), Rádio Campina Grande FM, TV Correio e Jornal Correio da Paraíba. É Coordenador de Comunicação da Prefeitura de Campina Grande e um dos apresentadores do programa Jornal de Verdade (o mais antigo jornal radiofônico de Campina Grande), na Rádio Cidade AM.
Dr. Fernando Lianza DiasCRM 2547/PB, Cardiologia Clínica, Cardiogeriatria, Hipertensão Arterial, Avaliação de Risco Cirúrgico, Medicina Intensiva, Depressão e Síndrome do Pânico Eletrocardiografia Convencional & Computadorizada, Monitoração Cardíaca em Sala de Cirurgia, Internato, Residência Médica e especialização em Cardiologia no Hospital da Beneficência Portuguesa de São Paulo Serviço do Professor Euryclides Zerbini, Pós-Graduação em Cardiologia no INCOR – SP, Serviço do Professor Luiz Decourt, Pós-Graduação em Cardiologia na PUC – RJ, Serviço do Professor Carvalho de Azevedo, Título de Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e pelo Conselho Federal de Medicina, Médico Preceptor de Cardiologia do Hospital Universitário da UFPB, Médico Chefe do CTI do Prontocor - PB de 1984 a 1995, Consultor Científico do InCor - SP na Paraíba de 1998 a 2006, Médico Colaborador da Disciplina de Cardiologia da Faculdade de Medicina da USP 2007/2008 Presidente da Sociedade Paraibana de Cardiologia Biênio 93 / 95, Presidente da Sociedade Norte-Nordeste de Cardiologia Biênio 96 / 98, Membro de Sociedades de Cardiologia, no Âmbito Regional, Nacional e Internacional, Médico Chefe do Serviço de Risco Operatório da Divisão de Clínica Cirúrgica do Hospital Universitário da UFPB, Diretor Geral do Hospital Prontocor, Vice-Presidente da Associação Médica da Paraíba - Biênio 95 / 96, Membro do Comitê de Prevenção das Doenças Cardiovasculares da Sociedade Brasileira de Cardiologia de 1998 a 1999, Representante da SPC junto ao Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia de 2001 a 2003, Membro Titular do Conselho Fiscal da Sociedade Brasileira de Cardiologia no Biênio 98/99, Várias Publicações e Trabalhos em Revistas Médicas e em Congressos no âmbito Regional e Nacional, Homenagens e Condecorações de Entidades Científicas e Escolas Médicas da Região Norte-Nordeste e do Brasil, Diploma e Medalha Epitácio Pessoa, outorgada pela Assembléia Legislativa do Estado em 12 de agosto de 2000, Título de Cidadão Benemérito de João Pessoa outorgado pela Câmara Municipal de nossa cidade, em 13 de agosto de 2004, Diploma do Mérito Cultural José Américo de Almeida outorgado pelo Governo do Estado e pela Fundação Casa de José Américo em 18 de abril de 2006, Diploma de Honra ao Mérito outorgado pela Câmara Municipal de João Pessoa, em 17 de Abril de 2008.
Irenaldo QuintansHouve uma época em que, para abastecer a casa, a gente costumava ir à feira livre. Alegremente, minha alma fruía aquelas deliciosas madrugadas, encantada pelos múltiplos aromas, pelo vento fresco e pelo vaivém dos feirantes, mercadorias difíceis de ser encontradas nas gôndolas de um supermercado. E enquanto catava um tomate aqui e um pé de alface acolá, absorvia as idiossincrasias dos homens e mulheres que, felizes, praticam esse modo de comerciar avoengo. Eis que, numa dessas manhãs, escutei: “Alho, alho, compre o único alho insofismável da feira! O alho sem sofismas!”. “Que maluquice é essa?”, pensei, enquanto varava a turba em direção à cantilena que partia de um garoto esquálido, de voz esganiçada. Um tanto arrogante, sapequei: “Escuta garoto, você sabe o que é um sofisma?”. “E o senhor, sabe?”, retrucou, à maneira jesuíta. “Claro”, respondi confiante. “Sofisma é uma mentira”, completei, vencedor. “Nada disso”, disse ele, seguro. “Sofisma não é uma mentira propriamente; é, sim, uma conclusão falsa derivada de uma premissa verdadeira”, vaticinou, ao tempo em que, peripateticamente, circulava em torno de mim. E prosseguiu: “O que o senhor vai encontrar por aí parece alho, mas é apenas um simulacro de alho que não se desenvolveu; o meu não: é alho de verdade, veja o tamanho!” encerrou, alteando, orgulhoso, uma mancheia do admirável produto. O rapazola – soube em seguida - estudara filosofia num curso noturno, pago com seu suor. Bonito, não? Entretanto, infelizmente muitos brasileiros não tiveram a oportunidade de conhecer esta que é uma das mais antigas e eficazes artimanhas do raciocínio, usada para justificar as mais estapafúrdias decisões e crimes hediondos história afora. E, portanto, sem consciência, deixam-se levar por argumentos cavilosos, construídos a partir de uma base verídica, como magistralmente ensinou nosso socrático feirante. Semelhante episódio acontece justo agora, na discussão que trava o Congresso Nacional em torno do aumento da jornada de trabalho. A premissa sobre a qual a proposta está montada é válida: quanto menor a jornada, maior deve ser o número de trabalhadores para uma mesma tarefa. Contudo, a conclusão é visivelmente falaciosa: os empresários não aumentarão as contratações. Principalmente devido ao elevadíssimo custo do emprego formal neste país. Muito pelo contrário, a medida é um incentivo à informalidade. Sugiro que os parlamentares e grupos que defendem a eficácia da redução da jornada como indutora do emprego tomem umas aulas com o vendedor de alho do mercado do Bairro dos Estados. Assim, aprenderão que estão contando às pessoas meias-verdades. Ou seriam meias-mentiras?