Dr. Fernando Lianza Dias
flianzadias@uol.com.br
CRM 2547/PB, Cardiologia Clínica, Cardiogeriatria, Hipertensão Arterial, Avaliação de Risco Cirúrgico, Medicina Intensiva, Depressão e Síndrome do Pânico Eletrocardiografia Convencional & Computadorizada, Monitoração Cardíaca em Sala de Cirurgia, Internato, Residência Médica e especialização em Cardiologia no Hospital da Beneficência Portuguesa de São Paulo Serviço do Professor Euryclides Zerbini, Pós-Graduação em Cardiologia no INCOR – SP, Serviço do Professor Luiz Decourt, Pós-Graduação em Cardiologia na PUC – RJ, Serviço do Professor Carvalho de Azevedo, Título de Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e pelo Conselho Federal de Medicina, Médico Preceptor de Cardiologia do Hospital Universitário da UFPB, Médico Chefe do CTI do Prontocor - PB de 1984 a 1995, Consultor Científico do InCor - SP na Paraíba de 1998 a 2006, Médico Colaborador da Disciplina de Cardiologia da Faculdade de Medicina da USP 2007/2008 Presidente da Sociedade Paraibana de Cardiologia Biênio 93 / 95, Presidente da Sociedade Norte-Nordeste de Cardiologia Biênio 96 / 98, Membro de Sociedades de Cardiologia, no Âmbito Regional, Nacional e Internacional, Médico Chefe do Serviço de Risco Operatório da Divisão de Clínica Cirúrgica do Hospital Universitário da UFPB, Diretor Geral do Hospital Prontocor, Vice-Presidente da Associação Médica da Paraíba - Biênio 95 / 96, Membro do Comitê de Prevenção das Doenças Cardiovasculares da Sociedade Brasileira de Cardiologia de 1998 a 1999, Representante da SPC junto ao Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia de 2001 a 2003, Membro Titular do Conselho Fiscal da Sociedade Brasileira de Cardiologia no Biênio 98/99, Várias Publicações e Trabalhos em Revistas Médicas e em Congressos no âmbito Regional e Nacional, Homenagens e Condecorações de Entidades Científicas e Escolas Médicas da Região Norte-Nordeste e do Brasil, Diploma e Medalha Epitácio Pessoa, outorgada pela Assembléia Legislativa do Estado em 12 de agosto de 2000, Título de Cidadão Benemérito de João Pessoa outorgado pela Câmara Municipal de nossa cidade, em 13 de agosto de 2004, Diploma do Mérito Cultural José Américo de Almeida outorgado pelo Governo do Estado e pela Fundação Casa de José Américo em 18 de abril de 2006, Diploma de Honra ao Mérito outorgado pela Câmara Municipal de João Pessoa, em 17 de Abril de 2008.
09/08/2010 às 08:19
Um Elo a Ser PreservadoTratar o doente é mais do que conhecer a doença.
Diante de uma doença qualquer, o paciente reage não só no plano intelectual, mas também no emocional, procurando estabelecer hipóteses e teorias sobre aquilo que ocorre. Surge então um estado emocional em estreita relação com o que sentiu e o que pensou. Por existir uma grande relação entre mente, emoção e coração, qualquer alteração mental associada a dor ou ao prazer se estende ao coração.
O coração é o foco freqüente de queixas de fundo emocional, não só por causa de sua importância psicológica e simbólica. Órgão do ser humano mais carregado de simbologia – templo das emoções – o coração é figurado como centro da vida e da morte, adquirindo o poder de transformar o comportamento das pessoas. Por causa das fantasias criadas pelo mito do coração e pelas alterações causadas pela própria doença, torna-se – necessária especialmente em cardiologia uma abordagem que vai além do coração orgânico; freqüentemente o paciente apresenta insegurança e certa instabilidade emocional. Por este e por outros motivos, é de vital importância que o cardiologista e paciente tenham uma relação de confiabilidade.
Paradoxalmente, a evolução tecnológica representa obstáculo a uma relação médico-paciente mais próxima. Embora tenha trazido grandes benefícios ao diagnóstico e ao tratamento das doenças cardíacas, a excessiva aplicação de sofisticados equipamentos, ou, seja, tecnologia de ponta resulta cada vez mais na desconsideração no contexto humano social, assim como da singularidade de cada caso. A particularidade de cada entidade nosológica não pode ser relegada nem no diagnóstico, nem no tratamento, uma vez que os aspectos psicofísicos que envolvem o adoecer de um paciente, apresentam características próprias desse paciente, diferenciando-se de um outro com patologia idêntica.
Embora não se justifique totalmente, este conflito que vivenciamos no dia-a-dia de nossos consultórios, no que se refere a sublime relação médico-paciente, admitimos em parte a atual formação médica nos dias de hoje, que continua privilegiando o lado organicista e tecnicista, em detrimento de uma formação de caráter psicossomático. Do que foi exposto, podemos concluir, embora o avanço tecnológico deva ser utilizado, as máquinas jamais poderão aquilatar e compreender o sofrimento do paciente, muito menos sanar seus temores e preocupações imprescrutáveis, no sentido mais amplo da palavra.
É imprescindível pois, a existência do elo harmonioso, sentimental, humano, científico e profissional desse relacionamento imensuravelmente divino, consolidando uma situação de empatia, onde por um lado, o paciente possa expor suas dúvidas, temores e angústias, por outro lado, o médico deve compreender o que realmente está se passando com o enfermo em nível físico e emocional, uma vez que todo ser humano é produto de um complexo que envolve o biológico, o humano e o social.
02/08/2010 às 09:29
Relação Médico PacienteA relação médico - paciente tem poderes, tem magia, tem divindade, formando urna forte corrente de interdependência, cuja a perda de um elo, acarretará seqüelas irreparáveis no bojo de seu contexto.
A medicina sempre se caracterizou por ser uma prática que exigia uma relação de submissão: de um lado, o todo poderoso, o detentor do saber e de todos os recursos - o médico - e do outro, pequenino, humilde, carente de meios - o paciente. As denominações dadas ao paciente já o colocam em situação de inferioridade: enfermo, o que perdeu a firmeza; doente, o que sente dor; molesto o que carrega um peso e paciente, aquele que sofre-a ação - Logo surgindo-desta forma, a relação médico - cliente (veja que estamos empregando um termo mais ameno, menos depreciador), teria que se desenvolver no sentido de o inseguro procurar o seguro, este capaz de aliviar a dor e o sofrimento.
Estes dois elementos, a dor e o sofrimento, são realidades plenas dentro do ser humano e a busca de vê-los mitigados, tem sido urna constante através dos tempos. Poderia o ser humano em termos de idéias ter recursos inerentes para agir em seu benefício e por conta própria? Achamos que poucos poderiam fazê-lo e só conseguiriam em determinadas situações e patologias. Isto porque o conhecimento científico, devido ao seu desenvolvimento e complexidade, necessita para sua compreensão e perfeita atuação de um estudo e uma aplicação prática continuados.
A prática médica encerra uma singular contradição: o médico, para atuar eficazmente, exige a submissão do enfermo a si; mas, sua ação, ao vislumbrar a cura, dissolve seu próprio domínio. Alienar para desalienar . Submeter-se para curar. Estas são as facetas apaíxonantes deste tema, sem jamais esquecer, de que a empatia entre os dois é algo insubstituível , inquebrantável para o êxito terapêutico.
E finalmente, mergulhando nas profundezas desse assunto fascinante, vamos juntos refleti-lo ,colocando-o nos meandros de um pensamento lapidar do grande Wiliiam Osler, que vem se adaptar a temática contextual das tinhas aqui escritas: ”Da mesma forma como não existem dois rostos iguais, não existem dois cas semelhantes em todos os aspectos e, infelizmente, não é somente a própria doença que assim varia, mas os próprios indivíduos tem peculiaridades que modificam sua ação.”
13/07/2010 às 10:13
Atividade física e o coraçãoNa prática clínica diária, procuramos sempre de forma enfática, alertar aos clientes que vão ao nosso consultório, do quanto é importante a prática de exercícios físicos como fator preponderante para evitar as doenças cardiovasculares e na melhora e regressão daqueles que já são portadores de doenças, chegando a afirmar com muita tranqüilidade, experiência e convicção que a atividade física representa os pilares de sustentação para combater e tratar da forma mais positiva as surpresas do coração.
Vários estudos têm demonstrado que o sedentarismo está associado com a maior incidência de doença arterial coronária (DAC) que leva ao temível infarto agudo do miocárdio (IAM), inversamente, a prática regular de exercícios físicos é extremamente útil na prevenção primária e secundária dessa grave e imprevisível doença, assertiva que ratifica o preâmbulo acima descrito. Os mecanismos pelos quais a prática física influi no combate a DAC não estão totalmente elucidados.
Sabe-se que a ação benéfica da atividade física pode depender da melhora da capacidade cardiorespiratória e da atuação sobre vários fatores de risco importantes para o desencadeamento da aterosclerose coronária, podendo-se citar o perfil lipídico (aumento do colesterol), a hipertensão arterial, diabetes, obesidade, como também o estresse emocional. Confrontando-se o exposto, estaríamos atuando de forma benéfica e elucidativa no tema mais atual do momento: a síndrome metabólica.
Porém tem sido demonstrado que a intensidade de exercícios capaz de melhorar o perfil metabólico é menor do que a necessária para levar ao incremento importante da capacidade cardiorespiratória. Adicionalmente também existem controvérsias quanto a quantidade de exercício recomendado para melhorar o perfil metabólico e conseqüentemente reduzir o risco de doenças cardíacas, particularmente as provocadas por isquemia do miocárdio.
Tomando como base o nosso posicionamento pessoal e tópicos do consenso universal, recomendamos caminhadas diárias de manhã cedo, a tardinha ou a noite compreendendo um período de uma hora, salientando-se que o recomendado são caminhadas com passos apressados e nunca corrida sem critérios e orientação. Essa prática realizada correta e diariamente trazem os mais variados benefícios, como por exemplo uma boa distribuição da gordura corpórea, melhora da resistência arterial periférica, o mesmo acontecendo com a sensibilidade à insulina e ao perfil lipoprotéico, como já citamos no início. Essa forma de exercício é fácil prescrição a médio e longo prazo, pois o tempo vai tornar evidente os benefícios alcançados, plenamente palpável e visível com o bem estar alcançado pelos que aceitarem essa prática redundantemente saudável.
Se os leitores nos indagassem: e as crianças, o que devemos fazer, como aconselhar? Podemos responder respaldado nos últimos estudos e pesquisas na área cardiológica no Brasil e no mundo, dando ênfase as muitas reuniões que trataram desse assunto com importantes órgãos da cardiologia mundial, citando-se: o American Heart Association e o American College of Cardiology quando se discutiram a prevenção como ponto crucial da especialidade cardiológica.
Então baseado no que já foi dito, não temos outra resposta senão: a prevenção deve iniciar nos primeiros meses de vida. É um paradigma lógico e verdadeiro para os que exercem a especialidade em sintonia com os novos tempos, o conhecimento desse fato tranqüiliza e esclarece aos pais repletos de dúvidas.
Desde os primeiros anos de vida deve-se iniciar um programa de mudanças no estilo de vida, que compreende iniciar uma dieta balanceada pobre em gordura animal, frituras e no tempo adequado restringir derivados do leite e, claro, iniciar os exercícios físicos em prática de esporte dos mais saudáveis, evidentemente acompanhando a fase de crescimento da criança e gradativamente orientar os esportes recomendados como eficientes, descontraídos e naturalmente salutares, exemplificando: natação futebol, bicicleta, observando uma cronometragem normal, havendo dúvidas, consultar seu cardiologista no sentido de uma orientação mais fundamentada que varia de uma criança para outra.
O importante é deixar claro que a primeira idade já foi incluída no contexto da prática física como prevenção precoce dos acidentes cardiovasculares. Finalmente queremos deixar uma mensagem lúcida e consciente, fruto de uma experiência de mais de vinte anos de militância na especialidade cardiológica. A prática de exercícios físicos constitui-se numa arma das mais poderosas para evitar e tratar os imprevisíveis e indesejados ataques do coração, diminuindo conseqüentemente a morbi-mortalidade da população, levando a longevidade com boa qualidade de vida.
04/07/2010 às 09:35
Dez mandamentos para prevenir o infarto do miocárdio (ataque cardíaco)1- Pare de fumar. Se você é fumante , parar de fumar diminui muito o risco de ocorrer um infarto do miocárdio ( ataque cardíaco ). Este risco diminui 50% em dois anos , podendo tornar-se igual ao de alguém que nunca fumou em 7 a 12 anos.
2- Faça exercícios físcos regularmente.Recomenda-se a realização de exercícios físicos aeróbicos ( andar , correr , pedalar , dançar , nadar e fazer hidroginástica ) , pelo menos 3 vezes por semana ( 5 a 7 vezes para os indivíduos que precisam perder peso ) , por no mínimo 30 minutos , com uma intensidade moderada ( ao fazer o exercício você fica um pouco ofegante , mas consegue falar frases inteiras ) . As atividades físicas do dia-a-dia ( ex: caminhar por 15 minutos para ir ao trabalho e mais 15 minutos para voltar do trabalho ) , também trazem resultados positivos .
3- Alimente-se de uma forma saudável.Procure ingerir um quantidade de calorias diárias , que lhe ajude a atingir um peso adequado . O estudo INTERHEART demonstrou que a ingesta diária de frutas , verduras e legumes, ajuda a prevenir um infarto do miocárdio . Limite a ingesta de sal em menos de seis gramas ao dia ( cerca de seis colheres rasas de chá de sal , ou seja , 4 colheres rasas de chá de sal para o preparo dos alimentos , mais duas colheres de sal próprio dos alimentos ). Evite os alimentos ricos em colesterol ( ingira menos de 300mg de colesterol ao dia ) , os quais são exclusivamente de origem animal ( derivados do leite com alto teor de gordura , gordura aparente das carnes , gema dos ovos , pele das aves , miúdos , embutidos e certos frutos do mar ) . Evite também as gorduras saturadas ( frituras ) e as gorduras trans ou hidrogenadas , as quais são encontradas em alguns produtos industrializados como molhos , sorvetes , bolos e certos biscoitos . Procure ingerir peixe , principalmente os ricos em ácidos graxos omega 3 ( sardinha , truta , salmão e bacalhau ) , pelo menos duas vezes por semana. Os fitoesteróis são substâncias antioxidantes de origem vegetal que podem ser encontradas em margarinas enriquecidas , que são uma ótima opção para substituir a manteiga ou as margarinas com gorduras hidrogenadas. Procure ingerir alimentos ricos em fibras ( cereias , frutas , verduras e legumes ). Derivados da soja , grão integrais , nozes , assim como outros alimentos , apresentam efeitos comprovadamente benéficos sobre as gorduras do sangue e a aterosclerose ( leia as páginas sobre alimentos funcionais ).
4- Procure ingerir bebidas alcoólicas moderadamente. A ingesta regular de bebidas alcoólicas , como o vinho tinto , não deve ser estimulada com o objetivo de prevenir um infarto do miocárdio . Se você é homem e costuma beber , procure restringir a ingesta de álcool em 30 gramas de etanol por dia (700 ml de cerveja = 2 latas de 350 ml ou 300 ml de vinho = 2 taças de 150 ml ou 100 ml de destilado = 3 doses de 30 ml) . Se você é mulher , essa ingesta deverá ser de 15 gramas de etanol , ou seja, 50% da quantidade permitida para homens. Lembre-se: o álcool é calórico , pode aumentar os níveis de açúcar , ácido úrico e triglicerídeos , além de poder causar dependência física e psíquica ( alcoolismo ).
5- Persiga o seu peso ideal. Um índice de massa corporal ( IMC = peso dividido pela altura ao quadrado ) inferior a 25 kg/m2 e uma circunferência abdominal inferior a 94 cm nos homens e 80 cm nas mulheres , são as metas a serem obtidas quando o assunto é peso e medidas. Para uma perda de peso , uma dieta hipocalórica e a prática diária de exercícios físicos , são fundamentais. A utilização de medicamentos poderá ser útil. A cirurgia bariátrica pode ser indicada para casos selecionados .
6- Não deixe de ir em consultas médicas periódicas.Consulte regularmente seu (s) médico (s) de confiança. Retorne ao consultório para as reavaliações clínicas dentro do tempo estipulado por seu médico.
7- Realize todos os exames complementares solicitados pelo seu médico.O resultado destes exames serão fundamentais para avaliação do seu quadro clínico e , conseqüentemente , para a definição de um plano de prevenção e tratamento adequado para você.
8 - Não deixe de usar as suas medicações de uso contínuo. Para o combate dos fatores de risco para o infarto do miocárdio ( , como a hipertensão arterial , as dislipidemias , o diabete melito , a obesidade , o hábito de fumar , entre outros , poderá ser necessária a utilização de medicamentos . A maioria destas drogas serão de uso contínuo e indefinido. Use as medicações prescritas por seu médico regularmente. Não pare de usá-las sem a sua permissão.Evite trocas no balcão das farmácias.
9- Combata o estresse e a depressão. Se você está estressado ou até depressivo , procure o seu médico de confiança. Estas duas situações aumentam o seu risco de você sofrer de um infarto do miocárdio . Provavelmete será necessária a avaliação de um profissional especializado na área , como um psiquiatra ou psicólogo. Exercícos físicos , técnicas de relaxamento , psicoterapia e o uso de medicamentos , poderão ser necessários.
10 - Dedique pelo menos um dia da semana totalmente voltado para você e o convívio junto de seus familiares. Permaneça a maior parte do tempo possível junto das pessoas que você ama. Procure viver em paz e harmonia com o mundo que está em sua volta .
21/06/2010 às 17:12
Um Elo a ser Preservado
14/06/2010 às 18:01
A Doença de Chagas
07/06/2010 às 10:14
Atividade Física e o CoraçãoNa prática clínica diária, procuramos sempre de forma enfática, alertar aos clientes que vão ao nosso consultório, do quanto é importante a prática de exercícios físicos como fator preponderante para evitar as doenças cardiovasculares e na melhora e regressão daqueles que já são portadores de doenças, chegando a afirmar com muita tranqüilidade, experiência e convicção que a atividade física representa os pilares de sustentação para combater e tratar da forma mais positiva as surpresas do coração.
Vários estudos têm demonstrado que o sedentarismo está associado com a maior incidência de doença arterial coronária (DAC) que leva ao temível infarto agudo do miocárdio (IAM), inversamente, a prática regular de exercícios físicos é extremamente útil na prevenção primária e secundária dessa grave e imprevisível doença, assertiva que ratifica o preâmbulo acima descrito. Os mecanismos pelos quais a prática física influi no combate a DAC não estão totalmente elucidados.
Sabe-se que a ação benéfica da atividade física pode depender da melhora da capacidade cardiorespiratória e da atuação sobre vários fatores de risco importantes para o desencadeamento da aterosclerose coronária, podendo-se citar o perfil lipídico (aumento do colesterol), a hipertensão arterial, diabetes, obesidade, como também o estresse emocional. Confrontando-se o exposto, estaríamos atuando de forma benéfica e elucidativa no tema mais atual do momento: a síndrome metabólica.
Porém tem sido demonstrado que a intensidade de exercícios capaz de melhorar o perfil metabólico é menor do que a necessária para levar ao incremento importante da capacidade cardiorespiratória. Adicionalmente também existem controvérsias quanto a quantidade de exercício recomendado para melhorar o perfil metabólico e conseqüentemente reduzir o risco de doenças cardíacas, particularmente as provocadas por isquemia do miocárdio.
Tomando como base o nosso posicionamento pessoal e tópicos do consenso universal, recomendamos caminhadas diárias de manhã cedo, a tardinha ou a noite compreendendo um período de uma hora, salientando-se que o recomendado são caminhadas com passos apressados e nunca corrida sem critérios e orientação. Essa prática realizada correta e diariamente trazem os mais variados benefícios, como por exemplo uma boa distribuição da gordura corpórea, melhora da resistência arterial periférica, o mesmo acontecendo com a sensibilidade à insulina e ao perfil lipoprotéico, como já citamos no início. Essa forma de exercício é fácil prescrição a médio e longo prazo, pois o tempo vai tornar evidente os benefícios alcançados, plenamente palpável e visível com o bem estar alcançado pelos que aceitarem essa prática redundantemente saudável.
Se os leitores nos indagassem: e as crianças, o que devemos fazer, como aconselhar? Podemos responder respaldado nos últimos estudos e pesquisas na área cardiológica no Brasil e no mundo, dando ênfase as muitas reuniões que trataram desse assunto com importantes órgãos da cardiologia mundial, citando-se: o American Heart Association e o American College of Cardiology quando se discutiram a prevenção como ponto crucial da especialidade cardiológica.
Então baseado no que já foi dito, não temos outra resposta senão: a prevenção deve iniciar nos primeiros meses de vida. É um paradigma lógico e verdadeiro para os que exercem a especialidade em sintonia com os novos tempos, o conhecimento desse fato tranqüiliza e esclarece aos pais repletos de dúvidas.
Desde os primeiros anos de vida deve-se iniciar um programa de mudanças no estilo de vida, que compreende iniciar uma dieta balanceada pobre em gordura animal, frituras e no tempo adequado restringir derivados do leite e, claro, iniciar os exercícios físicos em prática de esporte dos mais saudáveis, evidentemente acompanhando a fase de crescimento da criança e gradativamente orientar os esportes recomendados como eficientes, descontraídos e naturalmente salutares, exemplificando: natação futebol, bicicleta, observando uma cronometragem normal, havendo dúvidas, consultar seu cardiologista no sentido de uma orientação mais fundamentada que varia de uma criança para outra.
O importante é deixar claro que a primeira idade já foi incluída no contexto da prática física como prevenção precoce dos acidentes cardiovasculares. Finalmente queremos deixar uma mensagem lúcida e consciente, fruto de uma experiência de mais de vinte anos de militância na especialidade cardiológica. A prática de exercícios físicos constitui-se numa arma das mais poderosas para evitar e tratar os imprevisíveis e indesejados ataques do coração, diminuindo conseqüentemente a morbi-mortalidade da população, levando a longevidade com boa qualidade de vida.
31/05/2010 às 09:50
Doutor, tenho o coração crescidoMuitas vezes, nós, profissionais da saúde, nos deparamos com essa afirmação. Dentro desse contexto, será abordada a Doença de Chagas, a qual comemora, em 2009, seu centenário. A patologia a ser descrita foi descoberta em abril de 1909, por Carlos Chagas, pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, representando um marco na história da medicina.
11/01/2010 às 11:04
HIPERTENSÃO E DEPRESSÃO HUMANA: UMA ASSOCIAÇÃO EM PROGRESSÃO GEOMÉTRICA
15/12/2009 às 17:32
TRANS-ÁCIDOS GRAXOS - MITOS E DESINFORMAÇÕES
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